13 de agosto de 2022
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Como ler (e escrever!) críticas em sites de hospedagem

Atualizado em 4 de dezembro de 2017 por Thiago Khoury

Ler críticas publicadas em sites de reserva de hospedagem é essencial. Como geralmente são elas as responsáveis pela escolha final é importante ficar esperto nos hóspedes que esperam muito de lugares que oferecem pouco.

Existe todo tipo de hotel para todo tipo de bolso. E esse é o fato número um: é delicioso encontrar um hotel barato e imune à críticas, mas é ainda mais comum encontrar um cheio de leves defeitos com ótima localização e preço baixo.

Fato número dois: qualquer hotel que cobre um terço do preço de todos os outros em uma mesma região irá pecar em algo em algum momento da viagem, e geralmente é na limpeza ou no atendimento.

Esse tipo de hotel não precisa competir com quem leva limpeza e atendimento a sério, é mais inteligente tentar abocanhar a outra metade do bolo: quem abre mão dessas qualidades em troca de valores mais baixos.

Limpeza, atendimento, acesso à internet, manutenção de elevador e toalhas sem manchas custam caro e esse valor será repassado ao cliente – se você não está pagando por isso, não adianta, eles não estarão disponíveis.

Fato número três: padrões pessoais não podem ser considerados antes de escrever ou ler uma crítica, apenas a realidade daquele hotel em função do seu preço e localização.

Reclamar da limpeza de um Hilton quando ele cobra U$ 500 pela diária pode abrir os olhos de muita gente, até porque, hospedado em um Hilton, ninguém admite se decepcionar com a limpeza do quarto. Por outro lado é inútil reclamar de toalhas manchadas em um lugar que cobra U$ 50 pelo quarto em um prédio a dois quarteirões da Passeig de Gràcia de Barcelona.

Minha crítica aos críticos

Nessa crítica ao lado o hóspede reclama de algo que o hotel não oferece: wi-fi gratuita e meia-pensão. Concordo que é um desaforo pagar por internet e alimentação e não recebê-los, mas é impossível reclamar do que não está incluso!

As condições de reserva foram claramente anunciadas antes do clique final: esse preço, um dos mais baixos em um hotel renovado naquela região, não inclui internet. Ponto. Fica a critério do cliente se hospedar ali ou não.

No mais, lembre-se que diferente de Buenos Aires, em Manhattan a internet raramente é gratuita e geralmente é cara. Para complicar ainda mais, diferente do que acontece na Europa, os hotéis não oferecem nenhuma refeição inclusa no valor da diária.

Essa também é interessante: hotéis não deduzem que tipo de turista está prestes a fazer check-in, independente das circunstâncias.

Quartos com uma ou duas camas possuem preços diferentes, qualquer alteração inferior ao valor pago só será feita a pedido do cliente. O que pode acontecer é pagar por uma cama e ser colocado em um quarto que tenha duas (e isso tem nome: upgrade).

De qualquer forma, lembre-se: pagar por um quarto quádruplo e ser colocado em um quarto com uma só cama é caso de polícia. Só não acredito que isso vá acontecer, sem que se resolva amigavelmente, em um quatro estrelas em Toronto.

Essa também é ótima: o hóspede não conhece a agenda de limpeza do hotel, principalmente quando ele tem quase três mil quartos. Infelizmente você pode querer dar um cochilo às quatro da tarde e se deparar com uma senhora passando o aspirador no carpete do corredor.

Quando a gerência sabe que você só sairá dali dentro de um determinado número de noites e existem centenas de quartos que precisam ficar disponíveis antes das três da tarde é possível que o seu seja limpo depois do almoço.

Uma outra hóspede brasileira, em 20 de abril desse ano, reclamou do absurdo que era pagar por tudo que não estava incluso na diária.

Deus meu, sejamos complacentes: quando um hotel como o Harrah’s oferece quartos por U$ 50 na região mais central da Strip ele conquista o direito de cobrar pela uso da academia. Sim? Sim!

3 dicas para escrever (e ler!) uma crítica de hotel

Tenha consciência do valor pago. Escreva o que falta ou o que decepciona de acordo com a modalidade do hotel. Você não precisa omitir fatos como toalhas manchadas ou funcionários mal educados, mas não aja como se aquilo fosse uma grande surpresa: não espere grandes milagres de pequenos preços.

Escreva para similares. Se você escolheu aquele lugar, outras pessoas também escolheriam, seja por terem o mesmo orçamento, desejarem a mesma localização ou estarem viajando com o mesmo tipo de grupo – escreva para elas! Um mochileiro não pode sugerir o albergue que conhece para a família do patrão.

Escreva o que é bom. Educação e gentileza podem passar despercebidos, mas grandes mancadas jamais são esquecidas. Não deixe de citar tudo que é agradável: o tamanho do quarto, a qualidade da cama, a potência do chuveiro, o silêncio do andar e qualquer outra coisa que, caso fosse diferente, teria atrapalhado a sua estada.

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4 Comentários

  1. Oi, Thiago. Mais uma vez, um ótimo post (quando cansar dos meus elogios, avise, heheheh!)

    Muito interessante essa questão dos comentários. Lembro que quando fui a Las Vegas, fechamos o pacote com uma agência, e o hotel contratado foi o Circus Circus. Fui então ler as críticas do trip advisor e quase morri de rir. As reclamações das pessoas eram do tipo “não tem tv de tela plana no quarto”, ou “muitas crianças no hotel” (o que é de se esperar num hotel que tem um parque de diversões como anexo). Com o tempo, aprendi a filtrar as informações relevantes nos comentários…

  2. Resenhas de internet são mesmo fundamentais pra se escolher hotel. Eu sempre descarto os extremos, e tento ignorar as impressões pessoais na média. Valeu pelas dicas de como escrever, me aguardem no tripadvisor…rs

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