Um pulinho em Wimbledon, Londres

Atualizado em 4 de dezembro de 2017 por Thiago Khoury

Estava louco para conhecer Wimbledon em Londres desde o dia em que visitei Roland Garros em Paris. Nunca fui muito conhecedor do esporte, sempre acompanhei as grandes finais, mas Roland Garros foi um passeio surpreendentemente bom: foi curioso, tive aquela sensação gostosa de quem conhece um lugar inusitado acompanhado por um amigo que sabe tudo sobre lá.

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Chegando pela estação Wimbledon e pegando um cab no ponto logo ao lado

Foi em Roland Garros que descobri que existe um tipo de turismo para amantes de tênis que é bem comum entre eles: a volta ao mundo pelo Grand Slam, um passeio pelas quadras dos quatro grandes torneiros – Australian Open, French Open, US Open e Wimbledon.

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Entrada principal na Church Road, Gate 4

Claro que eu pirei na ideia de conhecer todas as quatro quadras.

Já foram duas, agora é só rezar para o Santo da Cotação e torcer para passar a virada do ano em Melbourne, já pensou? Enfim, continuemos:

Como chegar em Wimbledon

Chegar em Wimbledon é um pouco mais complicado do que chegar Roland Garros: uma alternativa legal, porém razoavelmente mais longa, é ir com a linha District até a estação Wimbledon. Cuidado para não usar o transporte público com o tíquete errado: tenha um Oyster Card ou um tíquete que te permita transitar entre as zonas um e três.

O que eu fiz foi usar uma das três linhas que passam pela estação Waterloo (Bakerloo, Jubilee ou Northern) e de lá segui de trem em direção a estação Wimbledon. O trem leva menos de 20 minutos e ele é interligado ao sistema de transporte público londrino, por isso eu também pude usar o Oyster Card.

Para ir da estação às quadras minha dica é pegar um Uber para economizar uma boa parte do seu dia. Para quem quer curtir o passeio, ou economizar no Uber, pegue o ônibus número 493 que sai de um ponto logo a frente na Wimbledon Road Hill.

O ônibus para na porta do estádio, não lembro exatamente quantas paradas depois, mas assim que você começar a passar por ele pode dar o sinal, ou diga ao motorista que você gostaria de parar próximo ao portão 4.

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Os valores de 2013 e meados de 2014, além dos horários de admissão. Embaixo nosso guia inglês com português afiado

Wimbledon tem tour e tem museu

Geralmente as pessoas fazem o museu depois de passarem pelo tour guiado pelas quadras e pelas dependências do estádio.

É loucura tentar a sorte sem uma reserva de horário. Para fazê-la é muito simples, basta acessar o site. Portadores do London Pass passam pelo mesmo processo de reserva, basta escrever “London Pass” na caixa de comentários ao preencher o formulário.

O meu guia foi esse inglês da foto com pinta de galã que, surpreendentemente, falava português. Quais as chances de responder “I’m Brazilian” e descobrir que o guia inglês fala português com sotaque lusitano?

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Os fornecedores oficiais da temporada de 2013: eles aparecem uma única vem em todo o estádio, apenas nessa placa de mármore

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O campeonato de Wimbledon é o torneio de tênis mais antigo do mundo, até porque o esporte nasceu ali pertinho, em Birmingham. Hoje, esse “English Open”, oficialmente conhecido como The Championships, é o único do Grand Slam que ainda acontece em quadras gramadas

Bem, antes de mais nada você precisa saber que o torneio inglês chama-se Wimbledon, mas o conjunto de quadras onde ele acontece é o complexo All England Lawn Tennis and Croquet Club, ou simplesmente All-England Club, uma associação para poucos e nobres: são menos de 400 membros, uma lista de espera que pode durar mais de 30 anos e uma seleção que inclui aprovação unânime.

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É na caixa-vermelha que a sorte dos muquiranas é lançada

O tour é muito legal como todo tour guiado deveria ser. Quem entende inglês, ou que tem a sorte de pegar o guia da foto, descobre pequenas curiosidades pelo caminho, como esses patrocinadores impressos no mármore: e não é que com a exceção de um enorme Rolex na quadra principal nenhum outro patrocinador expõe sua marca durante o torneio? Eles só aparecem ali, na listagem oficial, na entrada do estádio.

Outra coisa legal que descobri é que você pode doar o seu tíquete usado: os (loucos) que decidem deixar o estádio antes do fim do jogo ou torneio podem depositar o tíquete em uma determinada caixa que ele será revendido por um valor bem inferior ao original.

O pessoal na fila de espera tem a chance de entrar e o dinheiro da revenda vai para a caridade. Só no primeiro semestre de 2013 mais de 300 mil libras foram arrecadadas assim.

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Londres - Wimbledon 24 Descobri que essa pipa em forma de gaivota funciona como espanta pombos. Simples, barato e eficiente. Além de me fazer passar uns bons 10 minutos tentando fotografá-la

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Essa é a sala onde os jornalistas trabalham. Os principais veículos de imprensa, e os mais presentes todos os anos, possuem mais ou menos espaço. Claro que deve rolar o maior lobby de todos os tempos, mas só os veículos ingleses ocupam mais deu um terço das mesas disponíveis

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Bem, o resumo da ópera é que Wimbledon é completamente diferente de Roland Garros. Roland Garros tem um charme aristocrático, parece Paris do século passado. Já Wimbledon é mais jovem, menos pomposa. Enfim, são experiências completamente diferentes e todas duas inesquecíveis.

Já o museu de Wimbledon é uma grande bobagem. O de Roland Garros é bem mais interessante, e olha que o de Wimbledon é o mais tecnológico, tem até 3D. Enfim, eu já percebi que tanto lá quanto cá os museus são meras formalidades, tudo gira entorno do tour.

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Rodei foi convidado pela Visit Britain para conhecer algumas atrações em Londres e é claro a gente não ia deixar Wimbledon de fora

Para ler sobre meu pulinho em Roland Garros, clique aqui

3 comentários sobre “Um pulinho em Wimbledon, Londres

  1. olá, parabéns pelo blog.
    tenho um london pass e tentei reservar o tour pelo site, mas não estou encontrando o local para reserva, apenas para compra. poderia me ajudar? obrigada

  2. Hey, Thiago. Tudo bem?
    Bem legal seu post sobre Wimbledon. Parabéns! :)
    Só uma coisinha: a estação de metrô mais próxima ao complexo não é a que leva o mesmo nome (pois é, pegadinha). Southfields fica mais perto. Dá pra ir a pé beeeem de boa e o trajeto ainda é agradabilíssimo. Sem querer fazer jabá, mas já fazendo, falamos um pouco sobre a experiência de assistir a uma partida no Grand Slam neste post: http://bit.ly/jiogFC
    Beijobeijo

    • Oi Nah, obrigado pela presença aqui no blog! Sim, sei que Souhtfields é a mais próxima, mas como existe um ponto de táxi na saída da estação Wimbledon achei mais prático sugerir descer ali. E tirando que o trem não chega até Southfields, chega? Bem, o legal é que agora nós já sabemos que a caminhada de quem desce na Southfields é bem agradável!

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