Atacama: Valle de la Luna e Valle de la Muerte

Meu amigo Igor continua comentando os passeios escolhidos por ele em três dias de viagem pelo deserto do Atacama. No post de hoje ele fala sobre Valle de la Luna e Valle de la Muerte, mas dessa vez meti o bedelho e a maior parte das imagens são minhas, só não consegui deixar de fora as carinhas da Ju.

Lembrando que os meninos não ficaram no Sumaj Jallpa, ficaram no La Casa de Don Tomás e gostaram muito.

Se antes de continuar você já quiser deixar aberto esses outros posts sobre outros passeios, aqui vão alguns dos links:

Atacama: Monjes de la Pacana e Salar de Tara

+ Atacama: Geyser del Tatio e Machuca

Valle de la Luna e Valle de la Muerte

  • Duração: entre 16:00 e 20:30
  • Valor: CL$ 12.000
  • Operadora: Turistur
  • O que passou pela minha cabeça? “Bem-vindos, terráqueos”

Na segunda parte do segundo dia resolvemos fazer uma viagem à Marte, ou quase isso: os Valles de la Luna y de la Muerte são ambientes tão singulares que você tem impressão de estar mesmo fora do planeta.

A região, que é bem próxima de San Pedro, é formada pela mistura de sal, argila e pela erosão natural causada pelos ventos, resultando em uma paisagem que é quase desconfortável de se ver – quase, porque ainda assim é um lugar bonito e com uma energia diferente de qualquer outra que eu tenha sentido antes.

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Neste tour você precisa estar preparado para andar. Eu, mais uma vez, subestimei o deserto e fui de calça jeans, mas sugiro algo mais leve e um tênis apropriado, principalmente por causa da dunas, onde cair de bunda no chão é uma possibilidade real.

Começamos visitando dois monumentos no Valle de la Luna: as Três Marias e o Dinossauro, que eu carinhosamente apelidei de CD do Titãs. Ambas são formações de sal e areia criadas pela erosão do vento, mas são famosas do que as outras pela fácil identificação.

Para mim as Três Marias ficou devendo, tem que forçar bastante para ver três mulheres rezando – principalmente depois que um turista destruiu a Maria da esquerda tropeçando nela, motivo pelo qual hoje é proibido tocar ou sequer se aproximar muito dos monumentos.

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Duas Marias e meia

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Logo ao lado está o Valle de la Muerte, que originalmente era chamado de vale de Marte devido à cor vermelha da argila e o visual inóspito. Virou da morte por causa da língua espanhola ou por causa da inúmeras lendas sobre o lugar, com aquela que diz que um enorme cemitério indígena existia ali.

O passeio pelo Valle de la Muerte é bem mais legal do que o da Luna: nele se pode caminhar dentro do vale, percebendo formações rochosas e “ouvindo o deserto”, que é o barulho dos efeitos de contração e expansão que as rochas sofrem devido à imensa variação de temperatura – se você ainda não sabe, no deserto geralmente é muito quente durante o dia e muito frio durante a noite.

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É muito divertido ir caminhando no meio das formações rochosas e identificar criaturas, como um cachorro – que eu achei que era um leão – vigiando do alto quem passa pelo local.

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O tour termina com uma vista espetacular do pôr do sol no mirante Pedra del Coyote. Neste ponto venta bastante e o frio começa a aparecer marcando o fim do dia. Vale a pena levar uma blusa e óculos escuros para conseguir acompanhar o sol se pondo entre as montanhas.

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Este foi o dia mais cansativo, não pela atitude dos vales, que é praticamente a mesma da cidade, mas por termos feitos dois passeios em um mesmo dia – o que é legal, mas lembre-se que é importante dar um tempo para o corpo recuperar o fôlego para o dia seguinte.

No próximo post vamos nadar em água salgada e boiar na Laguna Cejar. Se você tiver qualquer dica ou sugestão para compartilhar, deixe um comentário aqui embaixo ou me procure no Insta!

Outras dicas do blog para programar a sua viagem:

  Já sabe onde ficar no deserto do Atacama? Eu fiquei no Sumaj Jallpa, mas queria ter ficado no Quinta Adela. Já dei muitas dicas de como escolher seu hotel no Atacama.

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Sobre

Sou mineiro de Belo Horizonte, onde nasci e moro. Sou jornalista, trabalhei com assessoria de comunicação e fui repórter de turismo. Nem toda viagem é trabalho, mas depois do blog todo trabalho virou viagem! Sou @rodeiviagens no Insta.


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