Atacama: Laguna Cejar e Tebinquinche

Estamos no último relato do Igor, meu amigo que mandou todas as dicas sobre esse e outros três passeios incríveis em San Pedro de Atacama e em outros lugares do deserto chileno. Eu fiz os meus comentários ao longo do post, mas agradeço a ele mais uma vez por ter colocado as mãos na massa em nome do povo!

Lembrando que os meninos não ficaram no Sumaj Jallpa, ficaram no La Casa de Don Tomás e gostaram muito.

Se antes de continuar você já quiser deixar aberto esses outros posts sobre outros passeios, aqui vão os links:

Atacama: Monjes de la Pacana e Salar de Tara

+ Atacama: Geyser del Tatio e Machuca

+ Atacama: Valle de la Luna e Valle de la Muerte

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 Laguna Cejar e Tebinquinche

  • Duração: entre 16:00 e 20:30
  • Valor: CL$ 17.000
  • Operadora: Turistur
  • O que passou pela minha cabeça? “Estamos chegando ao fim”

Para o último dia no deserto resolvemos fechar um passeio no período da tarde e conhecer as lagunas de sal. Começamos pela Laguna Cejar, uma lagoa com concentração surpreendente de 400 gramas de sais por litro d’água, o que te faz boiar e dificulta muito qualquer tentativa de mergulho.

Nota do blogueiro: para efeito de comparação, normalmente quando a gente entra na água da praia são 35 gramas de sais por litro d’água.

Vale uma atenção especial para quando você estiver se aproximando da margem: os guias dão instruções de como entrar de maneira mais fácil, mas como eu não estava prestando atenção acabei cortando o pé em algumas pedras na borda da lagoa. Fui o único do grupo que conseguiu essa proeza, não se assuste, mas quando água salgada encosta no corte aberto arde, e muito!

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A experiência da lagoa em si é bem divertida, tirando quando a água cai no olho ou você sente o gosto na boca, é realmente muito salgada. Por mais que você tente não dá para ficar afundado como em uma lagoa normal – na verdade, nem é aconselhável, já que, parafraseando a dica que o Thiago nos deu, você vai voltar de lá todo cagado.

Nota do blogueiro: gente, não era para ter deixado isso parar aqui…

Depois dessa dica sublime nós levamos algumas garrafinhas extras para nos limpar, mas o guia também tinha um galão com pulverizador, que foi a salvação da lavoura. É importante tirar o excesso de sal do corpo e enxugar muito bem pois a água vai evaporar e deixar uma fina camada de sal sobre a pele – o que coça, corta e aí sim você estará todo cagado.

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A segunda parte do passeio foi nos Ojos del Salar, uma dupla de lagoas redondas lado a lado em que também é possível entrar – e agora sim, nadar! O nível da água aqui estava bem baixo, sendo preciso descer umas escadas naturais para chegar ao ponto de entrar na lagoa com segurança. Alguns malucos arriscaram pular lá de cima, mas nós três resolvemos só observar e tirar algumas fotos.

Nota do blogueiro: quando eu fui o nível da água também estava baixo e todos pularam, inclusive os meus amigos. Era impossível descer sem pular, mas dava para voltar de dentro dela com algum sacrifício. Eu fui basicamente o único que não pulou.

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Meus amigos curtindo os ojos sem se aventurar muito

Por fim, partimos para ver o pôr do sol no Tebinquince, um salar enorme, mas nada comparado ao Salar de Uyuni, o maior deserto de sal do mundo, na Bolívia. Em Tebiquince dá para andar bastante e ter a impressão que estamos andando em um deserto de neve de tão branco que é o chão – com exceção de que essa “neve” é bem salgada e dura!

O passeio inclui um lanche e drinks com direito a um belíssimo pôr do sol no meio do deserto.

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Em Tebinquince é salar para perder de vista

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Bem no fim de Tebinquince tem um espelho d’água que ainda não evaporou por completo. Quanto mais perto dele mais fácil é de entrar em contato com o sal

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Lanchinho e drinks para ver o pôr do sol

No caminho de volta para o hotel consegui perceber a imensidão do céu estrelado de uma noite no deserto. Estava quase achando que era mito, mas o Atacama esperou o último dia para nos brindar com uma overdose de estrelas contra um céu azul escuro.

E aqui termina o meu relato em quatro posts sobre esses três dias maravilhosos pelo deserto chileno. Se ficou alguma dúvida ou se você tiver qualquer comentário sobre essa experiência incrível, compartilhe com a gente aqui ou me procure nas redes sociais: estou no Instagram, Twitter e Facebook.

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Obrigado, ótimas viagens e até a próxima ;)

Outras dicas do blog para programar a sua viagem:

  Já sabe onde ficar no deserto do Atacama? Eu fiquei no Sumaj Jallpa, mas queria ter ficado no Quinta Adela. Já dei muitas dicas de como escolher seu hotel no Atacama.

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Sobre

Sou mineiro de Belo Horizonte, onde nasci e moro. Sou jornalista, trabalhei com assessoria de comunicação e fui repórter de turismo. Nem toda viagem é trabalho, mas depois do blog todo trabalho virou viagem! Sou @rodeiviagens no Insta.


'Atacama: Laguna Cejar e Tebinquinche' têm 2 comentários

  1. 6 de outubro de 2014 @ 12:44 Igor Faria

    Acabou! =(
    Mas, se tudo der certo (e o Thiago convidar), outros posts virão! =D
    Valeu pela oportunidade, brother! Foi massa demais e espero ter ajudado os leitores do Rodei.

    Responder

  2. 1 de outubro de 2014 @ 11:41 Ju

    Deu saudade. =)

    Responder


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