Valle de la Luna e Valle de la Muerte no deserto do Atacama

Atualizado em 16 de novembro de 2019 por Thiago Khoury

Vamos falar sobre Valle de la Luna e Valle de la Muerte?

Meu amigo Igor continua comentando os passeios escolhidos por ele em três dias de viagem pelo deserto do Atacama, mas dessa vez a maior parte das imagens são minhas.

Lembrando que os meninos não ficaram no Sumaj Jallpa, ficaram no La Casa de Don Tomás e gostaram muito.

Atacama: Monjes de la Pacana e Salar de Tara

+ Atacama: Geyser del Tatio e Machuca

Valle de la Luna e Valle de la Muerte

O tour pelo Valle de la Luna e Valle de la Muerte é um dos mais tradicionais do Atacama, pode fazer a pesquisa entre amigos: esse é passeio em comum na viagem de todo mundo que vai ao deserto, independente de quando a viagem foi feita.

Como esse tour geralmente é feito na segunda metade do dia é comum encaixá-lo depois de um primeiro passeio que termine cedo, como Geyser del Tatio.

Vou passar a palavra para o Igor, mas antes quero deixar dois posts essenciais para quem está programando uma viagem ao Atacama:

+ San Pedro de Atacama: primeiras impressões

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Valle de la Luna e Valle de la Muerte: vale a pena?

Na segunda parte do segundo dia resolvemos fazer uma viagem à Marte, ou o mais próximo disso que um dia iremos: Valle de la Luna e Valle de la Muerte são tão inóspitos que a gente tem a sensação de estar mesmo em um ambiente extraterrestre.

Os vales, que ficam bem próximos de San Pedro de Atacama, são formados por uma mistura de sal e argila, além da erosão natural causada pelos ventos e quedas de temperatura.

O resultado é uma paisagem que é quase desconfortável de se ver, mas tem a sua beleza e uma energia diferente de qualquer outra que eu tenha sentido antes.

Vale de la Luna no início da tarde

Neste tour esteja preparado para caminhar. Sugiro algo leve e um calçado apropriado, principalmente por causa da dunas, onde levar uns tombos é sempre uma possibilidade.

Começamos visitando dois monumentos no Valle de la Luna: Três Marias e Dinossauro, que me fez lembrar a capa de um CD do Titãs. Ambas são formações de sal e areia criadas pela erosão do vento ao longo de milhares de anos.

Para mim a Três Marias deixou muito a desejar, é impossível ver três mulheres rezando lado a lado, principalmente depois que um turista destruiu a Maria da esquerda tropeçando nela, motivo pelo qual hoje é proibido se aproximar dos monumentos.

Duas Marias e meia…

… e a cabeça de Dinossauro

Logo ao lado está o Valle de la Muerte, que originalmente era chamado de Vale de Marte devido à cor vermelha da argila e o visual inóspito.

O Vale de Marte virou Vale da Morte por causa de um falso cognato da língua espanhola ou por causa das inúmeras lendas sobre o lugar, com aquela que diz que um enorme cemitério indígena existia ali.

O passeio pelo Valle de la Muerte é bem mais interessante do que o pelo Valle de da Luna: nele se pode caminhar dentro do vale, observar formações rochosas e o que eles chamam de “ouvir o deserto”, que é o barulho dos efeitos de contração e expansão que as rochas sofrem devido à imensa variação de temperatura.

Você provavelmente já deve saber, mas vale lembrar que o deserto geralmente é muito quente durante o dia e muito frio durante a noite, o que pode provocar ruídos.

É muito divertido ir caminhando no meio das formações rochosas e identificar criaturas, como um cachorro (que eu achei que era um leão) vigiando do alto quem passa por ali.

Várias perspectivas do Vale de la Muerte

O tour termina com uma vista espetacular do pôr do sol no mirante Pedra del Coyote.

Neste ponto venta bastante e o frio começa a aparecer marcando o fim do dia. Vale a pena levar uma blusa e óculos escuros para conseguir acompanhar o sol se pondo entre as montanhas.

Esse é o fim de tarde mais famoso do deserto do Atacama:

O pôr do sol mais concorrido do Atacama

Este foi o dia mais cansativo, não pela atitude dos vales, que é praticamente a mesma da cidade, mas por termos feitos dois passeios em um mesmo dia.

Fazer dois passeios em um mesmo dia é essencial para quem fica menos de cinco dias no deserto, mas lembre-se da importância de descansar para o corpo recuperar o fôlego no dia seguinte.

No próximo post vamos nadar em água salgada e boiar na Laguna Cejar. Se você tiver qualquer dica sobre esses passeios é só deixar um comentário aqui embaixo.

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