5 motivos para viajar independente da grana

Atualizado em 29 de novembro de 2017 por Thiago Khoury

Estamos falando de desejo, não é dinheiro. Se você precisasse elencar as suas atuais prioridades financeiras, viajar estaria entre elas? Se dinheiro fosse motivo sine qua non para ganhar o mundo metade das pessoas que você conhece não teria feito metade das viagens que fizeram, da mesma forma que metade das mulheres não teriam filhos e metade dos casamentos não teriam acontecido: nunca estaremos preparados, sempre estaremos a espera do momento ideal que, acredite, pode nunca acontecer. Quantas pessoas conhecemos com recursos suficientes para dar a volta ao mundo e mesmo assim não conhecem nada que não faça fronteira com a cidade onde vivem?

Pensa comigo, comer em Roma pode parecer muito chique, mas e quem vive lá, será que eles desfrutam do glamour constante que é viver em uma das cidades mais desejadas do mundo? Jantar em um restaurante estrelado não define uma experiência internacional: quantos amigos vivem no Rio e não sabem sequer onde fica o Quadrucci? Cidades maravilhosas não acontecem nas estrelas do Michelin, acontecem nas esquinas, onde menos se espera. Bem, consigo ir ainda mais além: viajar é um dos prazeres mais simples que conheço, resume-se basicamente a sair de onde estamos.

Money matters. Trocar de continente não é gasto, é investimento. Sim, sei que você já ouviu isso antes, mas, acredite, não tem nada que pague a serenidade de quem investe em novas versões de si mesmo. Muitos gastos podem ser reduzidos, outros eliminados: a gente reduz o preço das passagens esperando por promoções, procura opções baratas de alimentação e troca atrações pagas por atrações reais, aquelas das quais os locais que vivem ali realmente usufruem.

Minimize tudo. Na maior parte das vezes o que faz uma grande viagem são os pequenos passeios. Os melhores programas geralmente são gratuitos: os melhores parques, as melhores praias… Faça novos amigos, socialize o seu lado gringo tomando cerveja com seus novos melhores amigos. Não tenha pressa: deslumbrados querem cumprir sua check list no menor tempo possível, sendo que o que realmente vale conhecer tende a passar despercebido.

Serendipity. Para muita gente viajar é muito simples e, vide motivo número um, nem sempre essas pessoas tem mais dinheiro do que nós: ter um passaporte, pleitear um visto, falar uma segunda língua e comprar moeda gringa são pequenos hábitos e não grandes conquistas. Enquanto uns precisam de um alinhamento planetário ideal para celebrar grandes ocasiões, muita gente não precisa de outros planetas, quiçá grandes motivações: pequenas e grandes viagens estão a um click de distância, não se engane; aliás, me diga: o que você celebrava quando dividiu seu iPhone em 12 prestações?

28 comentários sobre “5 motivos para viajar independente da grana

  1. Viajar com certeza é um dos maiores prazeres da vida, concordo plenamente que não se precisa de luxo para aprecias outros lugares. A simplicidade é que faz toda a diferença! Amei o post. Abraço!

  2. Dinheiro é só o fator principal para conseguir viver nesse mundo capitalista. Mas esse artigo é excelente. A vida pode ser perfeitamente aproveitada com as coisas mais simples.

  3. Meu querido! Que texto maravilhoso!!! Enquanto tem gente pensando que para uma viagem ser perfeita tem que ticar todos os pontos turísticos e comer em todos os restaurantes estrelados, sigo conhecendo esse mundo, levando lanche de casa ou do hotel, e simplesmente vivendo o que vejo ao meu redor. Viajar vai muito além de cumprir roteiros. Aliás… viajar não tem regras! O que é exatamente a melhor parte de estar viajando! muitas beijocas meu lindo!

  4. Concordo plenamente! Pra mim, adoro poupar a grana, planejar a viagem e na hora de viajar, limpar toda a poupança! Na volta da viagem, agente começa o zero a pensar na proxima…

  5. Oi, Thiago! Adorei o texto. Me lembrei de quando fui ao RJ pela primeira vez… Sou do interior de SP e meus pais nunca incentivaram viagens, pelo contrário, minha mãe investia todo o dinheiro dela na reforma ANUAL (sim, anual) do apartamento e meu pai para trocar seu “carro novo por um novo carro novo”. Quando eu cogitava viagens sozinha, a superproteção da minha mãe agravava o caso. “vc tá doida? Cheio de bandido por aí” etc etc etc. Resultado: quando eu viajei, fui de vez. Me mudei para Brasília com 21 anos, no meio da faculdade, mesmo minha mãe dando crise. Simplesmente arrumei um emprego pela internet e um quarto coletivo através um grupo de estudantes do do facebook e vazei! Depois disso fui conquistando minha dependência financeira (sim, dependência, pq agora dependo só do meu dinheiro para viver) e comecei a traçar novos planos. Viajar foi um deles… Daí então que eu fui ao RJ sozinha sem nem saber o que encontraria por lá… Sonhava em conhecer a cidade! Com ajuda da internet eu achei de tudo: hostel barato, mapa, sugestões, e passagens promocionais. Não gastei quase nada!!!! Nos 3 primeiros dias eu fiquei na casa de um hospedeiro de couch surfing, aquele esquema de dormir no sofá e oferecer o seu. Minha mãe até hoje não sabe disso! rsrsr Depois passei 15 dias num anonimato perfeito, fazendo amizades nos sambas, nas praias, nos monumentos, e até dormindo em lugares diferentes, emendando a balada com a casa de novos amigos e “amigos” (risos). Enfim, depois disso, descobri que viajar é muito simples, desde que vc dê o primeiro passo que não custa nada : coragem. Depois fui à Floripa, Minas, etc, e agora me preparo para sair do país e conhecer a Europa. Ainda não sei como, mas sei que vou descobrir quando eu der o segundo primeiro passo da coragem. Beijos!

  6. É isso mesmo, Thiago. Viajar não tem preço, é o maior investimento em nós mesmos: seja em uma viagem longe ou mesmo alí na esquina, a grandeza da viagem está em como nos envolvemos para aproveitá-la, vivendo intensamente, todos os momentos e descobrindo, prazeirosamente, o novo que nos apresenta. Seu blog é sensacional!!!

  7. Olá, penso da mesma forma, acho que não precisamos marcar com 05 anos de antecedência uma viagem. Outra coisa, num local diferente o que menos me importa é se o Hotel é de luxo. Basta ter o minimo de conforto necessário e uma localização bacana. Quero implantar isso no cérebro da minha noiva,pois se depender dela, nunca sairemos do Interior de Mato Grosso. Ela é muito rotineira, só faz aquilo que já fazia antes, isso me desanima. Tô querendo conhecer alguns países vizinhos mas queria faze-lo como mochileiro, só não sei quanto tempo e se vou conseguir convence-la da idéia.

    Abraço a todos.

  8. Oi Thiago! Sempre acompanho o blog e tenho verdadeiro fascínio por viagens :) você poderia fazer um post falando sobre como se tornar um guia, como é essa profissão, o que é preciso ter, etc… obrigada e parabéns pelo blog!!

  9. “o que você celebrava quando dividiu seu smartphone em 12 prestações?” achei sensacional!

    E é o que acaba acontecendo mesmo, né? Tudo depende de prioridades e de pontos de vista. Tudo bem pagar super caro no smartphone, mas está errado querer fazer uma viagem mais longa, pra um lugar mais longe? Vamos ficar totalmente pobres e sem grana no banco se realizarmos algum sonho ou uma vontade?

    No momento, a única coisa que me impede de viajar são as férias do trabalho, ainda faltam 10 meses hahaha mas com certeza, depois de ler esse texto, vou querer viajar assim que tirar férias!

    (:

  10. Ótimo texto, penso exatamente assim o prazer de conhecer um lugar novo não está relacionado diretamente com grana, quantas pessoas não conhecem sequer a própria cidade onde vivem.

  11. Nossa, parece que você leu minha mente rs Estava fazendo essa lista mental semana passada, inclusive fiz essa comparação do celular! haha
    Assino embaixo! É um investimento e quem faz, não se arrepende de nenhum centavo gasto! E cada dia me apaixono mais por esse mundão! :)

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.

*