Transporte público em Melbourne: como se locomover em Melbourne

Atualizado em 4 de fevereiro de 2021 por Thiago Khoury

O transporte público em Melbourne é uma daquelas coisas que faz a gente perceber o quanto esse nosso país ainda tem chão pela frente: a qualidade é incrível, a segurança é nota mil e o sistema integrado tem quase 400 linhas locais e intermunicipais de ônibus, bonde e trem.

Existem algumas falhas estranhas, como por exemplo a necessidade de se passar pelo centro antes de ir de um subúrbio para o outro, mas isso dificilmente será um problema para turistas, principalmente para quem se hospeda no centro – depois que eles inauguraram o novo sistema noturno de transporte público eu já não reclamo de mais nada!

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Como se locomover em Melbourne

Mesmo que os locais reclamem, o transporte público de Melbourne é um dos maiores e mais eficientes da Austrália: como eu disse ali em cima, turistas dificilmente veem defeito (a verdade é que ele é bem prático para quem não mora a quilômetros de distância do centro).

Composto por uma rede de ônibus, uma de bonde e uma de trem, ele consegue eliminar a necessidade de carro para quem anda com um celular com internet que te permita traçar trajetos, assim você sabe exatamente como ir e quais as melhores linhas.

Melhor do que o Google Maps é usar o journey planner do PTV, o site do transporte público de Vitoria, o estado de Melbourne. Nele você joga os dados de origem e destino e descobre rapidinho todas as formas de se chegar onde deseja, inclusive quando há alguma paralisação momentânea.

Como usar o Myki, o passe integrado

Para usar o transporte público de Melbourne você precisa de um Myki, o cartão pré-pago que dá acesso aos ônibus, bondes e trens.

Uma vez carregado, basta tocar na entrada e saída de cada trajeto que ele calcula qual valor será debitado por aquela viagem.

Você pode carregar o seu Myki pela internet ou em um totem como este que fica próximo do embarque em estações de trem e bonde, mas quem tem Android consegue baixar o app com a versão online do passe.

Se você pretende usar transporte público de forma ilimitada existem carregamentos especiais de 7 dias ou mais, mas de maneira geral acredito que para turistas o melhor negócio é carregar um cartão aos poucos a medida que ele é usado.

Myki

Nessas estações dá para comprar o Myki e fazer o “top up” (carregá-lo)…

Myki

… e nesses totens você faz o touch in e o touch out, ou seja, marca sua entrada e sua saída

Vale a pena registrar o seu Myki online para que você possa não só bloqueá-lo em caso de perda, mas autorizar o crédito automático através do seu cartão de crédito sempre que o valor estiver chegando próximo do fim.

Como usar o transporte público de Melbourne

Já em posse do seu Myki, vamos falar um pouquinho sobre cada meio de transporte de Melbourne, inclusive a linha exclusiva de ônibus executivo que liga o aeroporto ao centro da cidade e tem valor fixo e deve ser pago a parte.

Só vou deixar de fora os meios complementares de se locomover em Melbourne, como o aluguel de bicicletas e o compartilhamento de carros, que funciona exatamente como o compartilhamento de bicicletas e patinetes no Brasil: você entra e sai de carros disponíveis em uma determinada região da cidade.

Como ir para o aeroporto de Melbourne

Diferente de Sydney o metrô não vai até o aeroporto, mas para isso a cidade oferece o Skybus, uma linha exclusiva que vai do aeroporto à estação Southern Cross (na região central) de forma ininterrupta, a espera máxima nunca é maior do que meia-hora.

São 36 dólares pelos dois trechos (quando comprados pela internet) e inclui um shuttle para doze hotéis no centro de Melbourne, incluindo o apartamento onde fiquei hospedado (que é incrível, diga-se de passagem).

Skybus

O Skybus tem outros trajetos, como o que liga o aeroporto a St Kilda

O serviço expresso para o centro de Melbourne é 24h e funciona todos os dias da semana, mas os serviços para St Kilda e Docklands funcionam em horário comercial, entre seis da manhã e sete da noite.

Como usar os bondes de Melbourne

Andar de bonde é a forma mais popular de se virar em Melbourne, que tem a maior frota de bondes do mundo e a rede mais extensa, aliás, nem a Holanda supera: são 250 quilômetros de trilhos, quase 500 bondes e quase duas mil paradas pela cidade.

Bem, agora prepare-se para não acreditar em mim: é gratuito. Juro, você não paga nada por isso. Bem, desde que você ande dentro dos limites do centro, mas, sim, no centro de Melbourne o transporte público é gratuito!

Chupa, mundo.

Transporte público em Melbourne

Essa é uma estação de bonde. Elas geralmente ficam entre as duas direções de uma mesma rua

Transporte público em Melbourne

Todas as rotas lineares possuem dois destinos diferentes, como na rota 75 que do lado esquerdo vai para o Etihad Stadium e do lado direito para Vermont South (mas para ambas as direções a parada é a mesma, stop 5)

Transporte público em Melbourne

Nem sempre existem estações, muitas vezes é só um ponto de parada, como aparece em uma das fotos que mostrei no post sobre o Skinny Dog

Como usar os trens de Melbourne

Glória que agora existe esse novo sistema noturno: o trem que antes funcionava apenas entre cinco da manhã e meia-noite agora é continuo nos fins de semana, ele só fica um pouco mais escasso entre meia-noite e cinco da manhã. São 16 linhas de superfície e a deliciosa City Loop que é circular e ao redor do centro.

Os trens de Melbourne foram pensados de forma “commuter” e não de trânsito rápido, como é em Londres ou Nova York onde o objetivo é fazer com que as pessoas se desloquem pela cidade: em Melbourne os trens sempre saem de um ponto central com destino a um subúrbio.

Entendeu? Resumidamente, o objetivo é ajudar as pessoas a saírem da cidade e não passear por ela (esse seria o objetivo dos bondes).

Trem em Melbourne

Trem em Melbourne

Essa é a estação de Clayton, pertinho da Monash University

Trem em Melbourne

Já vai dando uma olhada nos pontos de recarga do Myki

Para quem quer viajar para cidades próximas e não apenas ir em direção aos subúrbios existem diversas linhas que saem da Southern Cross, aquela estação gigante de onde saem os ônibus para o aeroporto.

Antes de despedir, lembrei de uma história curiosa: já cometi vários erros usando transporte público na Austrália, mas nada que um “desculpe, seu guarda” não resolvesse.

Já uma amiga, em seu primeiro dia na cidade, resolveu por os pês na cadeira da frente e, bam!, foi multada por um guarda que estava na estação e olhou para ela quando o bonde passou por uma de suas paradas.

Ou ela pagava 70 dólares ali, na hora, ou o dobro se esperasse o boleto chegar pelo correio – e parece que ela optou por pagar o boleto só para saciar minha curiosidade jornalística: chegou mesmo, dois dias depois.

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