Porque não me apaixonei por Melbourne

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Melbourne e eu não estamos na mesma sintonia. É estranho dizer, geralmente a gente é obrigado a se apaixonar por um lugar que nos faz quebrar o cofrinho, mas a verdade é que entre Melbourne e eu não rolou sintonia.

Em Sydney eu me embasbaquei nos primeiros cinco minutos de viagem, fiquei deslumbrado e tive aquela mesma vontade louca de quem chega ali pela primeira vez e jura que só vai passar a férias, mas no terceiro dia eu já tinha um time local para torcer no próximo campeonato.

Queria ter levado uma surra de civilidade e nessa comparação louca entre Sydney e Melbourne aproveitar a parte de cima do muro e ficar ali sem querer descer – claro que a surra levei, mas não vi nem sinal do muro: Sydney dá de dez em Melbourne, e quem pede o tira-teima quer só aproveitar mais uns minutinhos para curtir o pôr do sol em Bondi.

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Chegando em St Kilda, Melbourne

Urbanidade e civilidade

Nunca escrevi um subtítulo tão elegante como esse, nem sei muito bem o que eu deveria dizer aqui, mas Melbourne realmente é aquilo que dizem ser – não é por acaso que ela se tornou a única tricampeã no ranking das melhores cidades para se crescer e viver.

Como o ranking mede dezenas de variáveis, os vilarejos interioranos, esses pequenos paraísos na terra, raramente ficam entre os primeiros colocados: eles consideram itens como segurança, níveis de poluição e mobilidade urbana, mas consideram também o acesso à educação de qualidade, chances reais de crescimento profissional e a capacidade de sair e voltar dali.

Eis que em Melbourne tudo isso é impecável: transporte público, segurança pública e uma qualidade do ar tão boa que nem eles conseguem explicar, além de ser um dos maiores centros urbanos que dão acesso rápido, e com uma certa vantagem, as melhores possibilidades do mundo.

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Os becos grafitados de Melbourne

E a civilidade?

Que povo incrível esse australiano! Exatamente como em Sydney, sem tirar nem por: as pessoas são educadas, atenciosas e eu como turista me senti extremamente bem-recebido e tratado. Inclusive no transporte público, que já não é dos mais fáceis, basta dizer sorry, that’s my first time here que todas as catracas se abrem, mesmo que você tenha usando um bilhete visivelmente errado.

Mas é mais Rio ou mais São Paulo?

Sydney realmente tem praias incríveis e subúrbios completamente praianos, já a pegada beira-mar de Melbourne fica restrita aos arredores de St Kilda, mas de maneira geral é um antro de socialites e tem uma região empresarial que deixa Brisbane no chinelo – por isso, sim, a comparação tem lá a sua verdade.

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Acland Street em Melbourne

Samba do transporte doido

É bem diferente do de Sydney: o metrô é muito útil, vi pouquíssimos ônibus e é quase impossível não entrar e sair dos bondes elétricos como se eles fossem gratuitos dada a naturalidade e frequência em que são usados. Esse assunto merece muito mais do que um parágrafo.

Prometo que volto nele.

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Party rockers

Tive a impressão de que o melhor de Sydney é jovem, barato e mochileiro; e geralmente de frente para o mar, ou bem próximo dele. Já em Melbourne a impressão que fica é que o melhor da noite tem entrada paga e envolve uma certa firula, o que pode ser diferente em St Kilda.

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Gastronomia em Melbourne

Sou péssima referência aqui, não tive uma experiência das mais ricas: fui ciceroneado por amigos locais e perdi a chance de explorar o lado gastronômico de lá – viajando sozinho a gente usa a maior parte do tempo procurando, o que por si só já é um programa interessante. Sozinhos, qualquer meta, por menor que seja, é sempre um novo desbravamento.

Quando estamos acompanhados por locais o tempo é otimizado, mas a experiência fica sempre mais restrita.

Enfim, é tentador dizer que, sim, em Melbourne come-se muito bem e com um certo requinte – até porque é isso que todo mundo diz, mas, numa boa?, não ponho minhas mãos no fogo não.

7 lugares para comer em Melbourne sem gastar muito

Passeando pelos pontos turísticos mais famosos

Clima, gingado, suingue e borogodó

Bem, não posso dizer muita coisa aqui sem tirar a importância do subtítulo final:

E então, por que não me apaixonei por Melbourne?

Primeiro porque não tive o prazer de ficar em St Kilda durante a noite, mas o gingado de lá durante o dia, apesar de não ser uma praia inesquecível, é incrível: tem aquela pegada Bondi depois das seis da tarde que deixa qualquer outro concorrente a ver navios.

Depois porque não curti o CBD de Melbourne: achei confuso, parecia fechado para balanço com tanto tapume e carrinho de cimento. Não tem aquela arquitetura maravilhosa do CBD de Sydney e não vi nenhuma grande atração que justificasse ficar ali a não ser pelo motivo mais óbvio: ficar perto de tudo, o que é prático e deixa qualquer deslocamento mais barato.

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Por último, e isso sem contabilizar os incansáveis dias de chuva, não me apaixonei por Melbourne porque saí de Sydney querendo ficar um pouco mais. Sou do tipo que adora essa pegada paulista, mas nem o mais ferrenho defensor da selva de pedras se manteria fiel depois de sete dias no paraíso.

Outras dicas do blog para programar a sua viagem:

  Já sabe onde ficar em Melbourne? Fiz duas listas com as melhores opções de onde ficar nos arredores da Flinders Station, para quem curte cidade, e em St Kilda, para quem curte praia. Eu fiquei no Somerset e recomendo!

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Sobre

Sou mineiro de Belo Horizonte, onde nasci e moro. Sou jornalista, trabalhei com assessoria de comunicação e fui repórter de turismo. Nem toda viagem é trabalho, mas depois do blog todo trabalho virou viagem! Sou @rodeiviagens no Insta.


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