Coney Island em Nova York: é cafona, mas eu gosto

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Chegando em Coney Island

Coney Island, Brooklyn

A primeira vez que fui a Coney Island achei que tinha pegado o trem errado: não tinha nem rato andando pelo trilho do metrô, que dirá gente passeando pelas ruas. Mesmo na cidade onde tem sempre alguma coisa acontecendo, as duas únicas pessoas que ainda estavam no trem quando ele chegou na estação final era o maquinista e eu.

Era início de janeiro, um frio de rachar, a cidade estava cinza e eu, sozinho, descendo do trem na estação final da linha Q. Comecei a passar por aquelas decorações infantis macabras a caminho da rua, cheguei na calçada, olhei para ambos os lados e voltei correndo para a estação.

Fica aqui a dica número um do dia: Coney Island só no verão.

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Seis meses depois eu descobri que Coney Island é cafona, mas eu gosto

Também, que ideia de jerico foi essa de ir à praia com previsão de neve para o fim do dia? Na verdade, deixa eu tirar o meu da reta antes de fazer papel de bobo: eu não sabia que Coney Island era uma praia, imaginei que fosse um bairro cafona do Brooklyn razoavelmente distante de Manhattan.

Bem, Coney Island é uma praia cafona bem longe de Manhattan. Precisei de outros dois verões para descobrir que é cafona, mas eu gosto: em um dia de sol não tem nada mais gostoso do que pegar o trem na cidade e descer para passear em Coney Island.

Olha:

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Sabia que tudo isso já foi do pai de Donald Trump?

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É nesse Nathan’s que rola há quase cem anos o concurso de quem come mais cachorros-quentes em menos tempo

Coney Island já foi uma ilha, mas depois de alguns investimentos milionários (e muita terra!), se juntou ao continente e virou península. Os índios gostavam dali porque ficava muito ao sul e por isso tinha mais sol por mais tempo.

Os holandeses chegaram e também gostaram, é claro.

Enfim, a terra era pequena demais para holandeses e nativos, então os europeus fizeram aquilo que eles faziam de melhor: compraram aquele pedaço de terra por uma barganha, mas precisamente um cobertor, uma arma e uma chaleira.

Talvez tenha sido mais caro do que a ilha de Manhattan, que de acordo com a versão oficial acabou saindo por 24 dólares.

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Essa passarela de madeira é icônica: foi construída nos anos 1920 e até hoje continua sendo a mais comprida do mundo

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Por quase um século Coney Island foi o maior parque de entretenimento que se tem notícia – até que em 1955 um tal de Walt Disney decidiu abrir um parque na Califórnia

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Cyclone deve ser a montanha russa mais famosa do mundo, fez 85 anos em 2012

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Lá nos idos dos anos 1920, nenhuma atração de Coney Island custava mais do que 25 centavos – a roda gigante foi a primeira grande atração, imagina isso com 46 metros de altura em 1920?

Coney Island passou um perrengue danado com a passagem do furacão Sandy em 2012, mas em 2013 todas suas atrações já estavam funcionando novamente. Hoje o que gosto de fazer ali é começar o dia na praia e depois passear pelo calçadão tirando fotos:

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Lilian não estava preparada para a foto, espero que ela não esteja vendo esse post

Então, como eu disse o que gosto é de pagar praia e dar uma voltinha rápida pelo calçadão antes de voltar para Manhattan, mas sei que existem outros programas por ali, como o desfile da sereia, que tem carros alegóricos e tudo mais – eles elegem o rei Netuno e a rainha Sereia entre as pessoas que acompanham o desfile, então se quiser participar basta ir fantasiado!

Tem também uma série de shows burlescos e um festival gratuito de filmes indies. Tem também uma escola de coisas bizarras, bem estilo circo dos horrores.

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Se fizer sol, Coney Island é uma delícia. Se o dia estiver bonito a gente provavelmente irá se esbarrar por lá: as linhas D, Q, N e F saem de Manhattan e param na estação final, Stillwell. Existem ônibus expressos também, X28 e X38, mas eu acho que o metrô é a melhor pedida.

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Não é das mais bonitas, mas num dia de sol qualquer pedacinho de mar e areia fica uma beleza!

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Hoje todo mundo entra, mas até 1923, quando a prefeitura decidiu comprar a praia de Coney Island, tudo isso era propriedade privada e só pisava na areia quem pagava por ela

Uhm, quase me esqueço: nas noites de sexta de julho e agosto rola queima de fogos, é bem legal. Começa às 21:30, então se você quiser fazer um programa noturno no Brooklyn vale incluir Coney Island no seu roteiro na parte da noite também!

Outras dicas do blog para programar a sua viagem:

  Já sabe onde ficar em Nova York? Fiz uma seleção com as melhores opções para quem não abre mão de ficar em Manhattan. Se você acompanha minhas viagens sabe que tenho ficado bastante no Hotel Belleclaire e gostado muito!

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Sobre

Sou mineiro de Belo Horizonte, onde nasci e moro. Sou jornalista, trabalhei com assessoria de comunicação e fui repórter de turismo. Nem toda viagem é trabalho, mas depois do blog todo trabalho virou viagem! Sou @rodeiviagens no Insta.


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