50 tons de cinza em Devonport, Auckland

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O título do post seria Um pulinho em Devonport, porque é exatamente isso que esse bairro merece, mas depois passei meu pente fino nas fotos e conclui que o céu cinza que peguei é o limiar do “será que vale a pena?”: para qualquer tom de cinza superior ao que aparece nas próximas fotos a resposta é não, vale mais continuar no centro de Auckland.

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Devonport em Auckland

Na verdade só conheci Devonport porque troquei os dias de um tour que eu pretendia fazer em Waiheke, uma ilha que também se chega de barco, e acabei ganhando um dia sem programação em Auckland.

Como um dia sem programação em Auckland é meio desesperador, eu estava ali, no porto, peguei um barco para o primeiro destino que vi, Devonport, um lugar que até então eu continuava chamando de porto de Denver.

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Se você seguiu minha dica de hospedagem em Auckland o segredo para começar o dia o quanto antes é descer a Princes, cruzar Emily Place e seguir pela Britomart até chegar no porto, de onde saem os ferries para Devonport.

Os barcos para lá saem do Pier 1, e as passagens são vendidas nos guichês ou nas máquinas de autoatendimento logo em frente.

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O percurso de ferry dura menos de meia-hora. No início achei que o céu cinza ia ficar ali no centro, mas percebi que na verdade a nuvem estava era atrás de mim, não tinha como fugir dela.

E mesmo com muitas nuvens o subúrbio parecia bem charmoso com esse tanto de casinha vitoriana lado a lado. Bem, parecia: não precisei de muito tempo para descobrir que o que Devonport tem de melhor é justamente esse comecinho para quem chega pelo porto.

Devonport não é uma ilha, é um subúrbio que faz parte da área continental de Auckland, por isso também é possível chegar de ônibus, mas vou logo dizendo que quem elimina o ferry do roteiro elimina também metade da graça do passeio.

O que eu conheci em Devonport foi a parte turística de lá, ou a região mais próxima do porto. Todo os dois trajetos que fiz são extremamente caminháveis: você irá gastar a maior parte do seu dia ali se estiver caminhando sem pressa, curtir um almoço e passar pelos dois pontos turísticos que aparecem no post.

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Victoria Road em Devonport

Essa é a Victoria Road, ela começa logo na saída do porto. É nela que as pessoas comem e conhecem as lojinhas locais. Eu escolhi almoçar o fish and chips do Manuka, um restaurante local que está ali há 15 anos e além de beber da fonte da culinária mediterrânea serve um peixinho frito de qualidade!

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Em algum momento a Victoria vira Albert, mas isso não significa que chegou a hora de parar: até ela cruzar com a Church existe o que ver pelo caminho, aliás, como mostra o mapa que coloquei lá em cima, chegar na Church significa apenas que você está dando a volta no Mount Victoria e descendo em direção a King Edward Parade.

Tirei algumas fotos do que vi pelo caminho. Tudo bem interiorano, é um pulinho no tempo essa caminhada pela Victoria Road.

Tinha uma lojinha com artigos de presente que lembrava a Imaginarium.

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E esse é o famoso fish and chips do Manuka. O prato é bem bonito, mas não tem nada de inesquecível. Sem nenhuma bebida paguei 16 dólares pelo prato, o que me parece justo – ou você pode tentar conhecer The Patriot, que fica do outro lado da calçada.

Edward Parade em Devonport

Bem, seguindo o segundo caminho que aparece no mapa passamos pela Edward Parade a caminho do museu:

Devonport é extremamente residencial. É só começar a andar para perceber que aquelas casas e ruas foram feitas para quem mora por ali. Mas a gente finge que não percebe e continua caminhando, passa pelo parque Windsor e pela prainha:

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Que por sinal é bem fraquinha…

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O caminho em direção ao museu naval te dá a nítida impressão de que você foi o primeiro turista que resolveu caminhar por ali…

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Esse é o tamanho da caminhada, de uma ponta a outra

É óbvio que o museu naval, que na verdade é Torpedo Bay Navy Museum, jamais entraria nos meus planos iniciais, até porque nem Devonport estava no roteiro, mas fiz do limão uma limonada: eu estava ali e como o lugar parecia mais um condomínio fechado do que um bairro, segui os conselhos de quem passou por mim e acabei entrando no museu.

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E não é que foi legal?

Marinheiros por si só rendem boas histórias: imagina um povo que decide lutar no mar, fazer parte de batalhões flutuantes, defender o seu território conquistando territórios diferentes? Tudo bem, agora não se esqueça que muitos dos marinheiros neozelandeses tem um histórico maori, e isso deixa a história ainda mais incrível:

Enfim, quem curte fotografia não irá ter aquela sensação de estar enchendo linguiça: a entrada é gratuita, o museu abre de domingo a domingo e, nos fins de semana, às 10:30 e às 14:15, um tour guiado começa na entrada do museu.

Que mais posso fazer em Devonport?

Saindo de lá suba a Cheltenham Road e entre a direita na Takarunga Road para para chegar em North Head. Passará pela sua cabeça pelo menos duas vezes “será que é isso mesmo?”, porque o caminho vai ficando cada vez mais e mais residencial.

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Bem, deixa eu te explicar como funcionam os montes de Devonport: existem dois, North Head e Mount Victoria, mas eu só conheci o primeiro, porque já não tinha forças para conhecer o segundo e nem fé de me surpreender com algo que ele pudesse ter de mais interessante.

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O que North Head tem de legal é a vista maravilhosa para a praia de Cheltenham – mas, posso falar?, a praia só é maravilhosa do alto do monte, porque quando a gente chega perto, meu amigo…

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Deixa eu mostrar um pouquinho das ruínas internas do monte. North Head foi usado como forte no século 19, quando eles transformaram esse morro vulcânico numa série de túneis para proteger a costa neozelandesa. Dá para andar por eles se guiando pela luz que vem lá de fora.

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Só que de forma geral tudo é bem sem graça… É basicamente subir para depois descer. Se o tempo estivesse melhor eu teria pelo menos tirado algumas fotos legais, mas nem isso. Enfim, desça tudo novamente, volte para Cheltenham Road e continue seguindo em frente até o mar aparecer em seu caminho.

E por falar em cominho, a única coisa legal que aparece por ele é o gramado com esse povo muito louco vestido de branco:

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E essa é a praia. Impressionante como ela parecia bem melhor vista de cima…

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Resumo da ópera: eu acredito que a Nova Zelândia seja um lugar incrível, e apesar de Auckland ser cidade grande ela não tem muitos atrativos. Passar um dia é Devonport é tirar leite de pedra – eles tem uma associação cultural com um site bem legal, eu quase acreditei que a culpa pudesse ter sido minha de não ter passado pelos lugares certos.

Mas, na real?, foi não. Se você não mora em Devonport não tenho muitos argumentos para incentivá-lo a passear ali.

Outras dicas do blog para programar a sua viagem:

  Já sabe onde ficar em Auckland? Muita gente gosta das opções da Queen Street, mas eu prefiro os arredores do Britomart que é bem pertinho de lá. Eu fiquei no Pullman com cozinha completa e recomendo!

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Sobre

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'50 tons de cinza em Devonport, Auckland' tem 1 comentário

  1. 30 de abril de 2015 @ 2:35 Carlos E.

    Parabéns pela postagem.
    Fotos muito boas!

    Responder


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