Para manter a saúde dentro do avião

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Atualizado em 3 de dezembro de 2017 por Thiago Khoury

O corpo humano não foi feito para passar a maior parte do dia dentro de uma aeronave, mesmo os corpos de quem diz não sentir nenhuma diferença.

Viajando em um voo de longa duração corpo e mente sofrem de diversas maneiras, os cuidados para evitar a maior parte desses perrengues são tão banais que tornam possível atravessar um oceano sem fazer da viagem uma penitência:

Dormindo na primeira classe | Por @scz…

Dicas para manter a saúde em voos longos

Os males da classe Econômica

Se tem algo que deveria sofrer intervenção militar é a Econômica: cadeiras reclinam menos do que o necessário, encostos de braço são divididos entre cadeiras vizinhas e a distância entre fileiras é ridícula, não cabem duas pernas!

Por isso, levante-se sempre e ande pelo corredor: especialistas sugerem uma voltinha a cada hora de viagem, assim você evita riscos sérios de saúde ligados à circulação sanguínea, como embolias e tromboses.

Use roupas confortáveis e viaje carregando o mínimo possível. Tire qualquer coisa do chão e guarde seus pertences nos compartimentos de cima, isso irá ajudá-lo a aproveitar melhor o pouco espaço que lhe resta.

Não se esqueça de ir ao banheiro, é errado passar mais de oito horas sem urinar. Não se sinta intimidado caso esteja entre pessoas desconhecidas nas colunas do meio: segurar a urina pode causar diversos tipos de infecções urinárias, principalmente em mulheres.

Os males do ar-condicionado

Daquela altura toda, naquela velocidade e com a temperatura lá embaixo as condições climáticas do interior da aeronave são drasticamente alteradas, isso afeta o maior tecido do corpo humano, a pele, principalmente as partes mucosas.

Por isso, hidrate-se: tome muita água, faça uso de colírio nos olhos e soro nas narinas. Lembre-se também que usar óculos é mais recomendável do que lentes, isso evita o ressecamento. É comum também hidratar a pele dos braços, canelas e cotovelos ao entrar no avião.

Estresse físico e psicológico

Você já ouviu falar em jet lag? Diretamente ligado ao ritmo respiratório e aos batimentos cardíacos, jet lag é quando corpo e mente cansam de viagens que passam por diferentes fusos e o corpo passa a se comportar como no local de origem.

Como cada um possui um relógio fisiológico muito perspicaz, sair de casa ao meio-dia, passar seis horas em um avião e chegar ao destino às duas da tarde pode causar uma verdadeira confusão interna.

Para curar o jet lag aconselha-se a dormir apenas quando anoitecer no destino final e não logo que chegamos ao hotel: a primeira noite de sono é sagrada, que pelo menos ela seja perfeita e dure as oito horas necessárias.

Outra dica é mudar o horário do relógio antes de sair do avião e olhar para ele com frequência. Isso intensifica o efeito psicológico de ajustar-se ao horário local.

Não perca a oportunidade de ver e aproveitar o sol lá fora o máximo possível: além de ser um santo remédio essa é outra forma de acostumar-se com o novo fuso e retardar a produção de melatonina, o hormônio que regulariza o sono.

Por último, evite bebidas alcoólicas durante o voo e não se esqueça das proteínas!

O bom e velho enjoo

O enjoo é causador de um dos sofrimentos mais incômodos possíveis: o mal-estar. Uma boa forma de preveni-lo é ingerir alimentos ricos em vitamina B1, como peixe e arroz integral, o que ajuda na sensação de equilíbrio.

O gengibre, em pequenas balinhas ou em forma de chá, também ajuda no combate as náuseas.

Sofrimento de crianças e adultos: a dor de ouvido

A mais de dois mil metros de altitude é normal que eles doam, principalmente quando o passageiro já está gripado.

Para manter o equilíbrio da pressão entre o ambiente externo e os ouvidos, vale aquele segredo da vovó: segure as narinas, feche os olhos e assopre. Assim, o ar passará pela garganta e forçará a abertura da chamada trompa de Eustáquio.

… e dormindo na Econômica | Por @edfladung

Meu Deus, que sofrimento!

Voando em um voo comercial a pressão barométrica faz com que estivéssemos no pico de uma grande montanha, porém a 300 km/h, com ar-condicionado reutilizado por duzentas pessoas em uma cabine fechada por horas a fio.

Como o contexto já não é dos mais favoráveis, lembre-se sobretudo do conselho final: mesmo que a luz esteja apagada, sempre mantenha o cinto afivelado. O avião não irá frear para que ele o impeça de bater a cabeça na poltrona da frente, mas você irá adorar se ele impedir que você bata no teto durante uma possível perda de altitude.

Esse texto segue as orientações da Aerospace Medical Association

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