Montmartre para quem não gosta de Montmartre

Atualizado em 4 de dezembro de 2017 por Thiago Khoury

Eu não gosto de Montmartre. Tentei pela segunda vez, mas, não adianta, não gosto de lá. Fico meio abobalhado sempre que ouço alguém dizer que Paris é Montmartre e o resto são só diferentes interpretações da mesma cidade.

Hum… Sei.

O ponto alto de Montmartre é a Sacré Coeur, uma das coisas mais lindas que já vi e um dos lugares mais bonitos em que já estive. É por isso que independente de gostar ou não de Montmartre eu sempre irei passar por lá: pela Sacré Coeur, um lugar lindo independente da quantidade de pessoas que se acotovelando na entrada.

Bem, aconteceu algo de diferente nessa última viagem: Montmartre não foi tão insuportável como eu imaginava. Imagino que tenha sido por ter feito o contrário do que sempre sugeri, dessa vez comecei pelo Moulin Rouge na esquina da Clichy:

Montmartre para quem não gosta de Montmartre

Como no roteiro de Paris que publiquei a gente vinha das Galeries Lafayette fazia mais sentido pegar a linha 2 em direção a Nation, descer na estação Anviers e de lá subir em direção à Basílica, que são os pontos “e” e “d” do mapa acima.

Dessa vez o trajeto foi outro: como chegar pela esquerda de quem olha a Basílica de frente parecia ser o melhor negócio, resolvemos pegar a linha 2, descer na estação Blanche e assim matar a fachada do Moulin Rouge logo de uma vez.

De lá subimos pela Rue Lepic até pegarmos o início da Rue Norvins, no ponto “b”, que é a mais charmosa de Montmartre, cheia de souvenirs, crepes e restaurantes.

Logo depois, no ponto “c”, você encontra a pracinha Place du Tertre, logo antes da Basílica de Sacré Coeur. É nela que você encontra o Clairon des Chasseurs e todos os outros restaurantes mais movimentados de Montmartre. Place du Tertre é um charme só, você irá encontrar dezenas de artistas locais e uma feira de artigos pessoais todas as manhãs.

O ponto “d” é a Basílica, a embasbacadora Sacré Coeur. Torça para o santo da fotografia iluminar o seu dia: em uma viagem com o tempo completamente nublado, logo durante a minha ida à Basílica um sol inexplicável e inesperado deu as caras sobre nós. Foram as melhores fotos da viagem!

Desça de lá em direção ao ponto “e”, o caminho contrário do que eu aconselhava até então. Assim você poderá descer a escadaria em vez de subi-la, o que não é sacrifício algum.

Montmartre

Montmartre

Montmartre

Quem desce na estação Blanche chega no miolinho que aparece na primeira foto. O Moulin Rouge está logo atrás, na direção contrária. Essa creperia fica na dobradinha da Rue Lepic, antes de começar a subi-la

Montmartre

Montmartre

Montmartre

Depois você sobe, sobe, sobe… Essa segunda foto foi tirada lá no topo da Rue Lepic, quando para continuar o caminho somos obrigados a pegar a direita. Depois de conquistar a ladeira vale fazer a dancinha da vitória da Pamela, é claro!

Montmartre

Montmartre

Na Rue Norvins tudo vai ficando cada vez mais charmoso em direção a Sacré Coeur: Tutti Sensi é enorme por dentro e eles são famosos pelos crepes acompanhados por sorvestes artesanais

Montmartre

Montmartre

As meninas fizeram a festa na Diwali com seus brincos com pegada indiana, toda moderninha por dentro. Já os doces da Biscuiterie de Montmartre eu não curti muito, apesar da loja ser bem bonita e indicada

Montmartre

Montmartre Place du Tertre

Montmartre Place du Tertre

Por último a Place du Tertre, toda charmosinha no final do passeio que desemboca na Sacré Coeur. Vale muito passar um tempinho ali e se arriscar em um dos restaurantes de lá. Lembra quando falamos sobre restaurantes disfarçadamente baratos? Esse vermelho da última foto é o de 10 euros pelo prato do dia

O passeio por Montmartre termina na embasbacadora Sacré Coeur, mas ela mostro amanhã, quando começamos nossas comemorações pela chegada do fim de semana!

11 comentários sobre “Montmartre para quem não gosta de Montmartre

  1. Mais um ótimo post Thiago, tenho aprendido muita coisa com você. Já tive a oportunidade de ir a Montmarte duas vezes e comi em lugares maravilhosos que gostaria de compartilhar com você e o pessoal do blog. O primeiro é mais conhecido, o
    Café des Deux Moulins, onde se passa grande parte do filme “O fabuloso destino de Amélie Poulain”. E realmente vale a visita, principalmente se você assistiu o filme vai se divertir. E pode pedir o CRÈME BRÛLÉE sem medo, realmente é maravilhoso. O outro é um pouco mais escondido e tem até uma ligação com o Brasil, mas vou deixar para você descobrir quando chegar lá e perguntar para encantadora anfitriã. É o Babalou (https://restaurantbabalou.fr/pt) uma pizzaria ótima com um preço justo para região, mas que também serve outras. E não deixe de passear por Montmarte, o lugar é lindo.

  2. Não ficou claro o porquê de você não gostar do Montmartre. Lá me parece tão convidativo, bucólico e ao mesmo tempo boêmio… Você poderia dizer porque não gosta de lá? Quanto ao roteiro, penso em fazer algo parecido um dia, mas de bicicleta. Muito bacana!

  3. Na última vez que estive em Paris, fiquei quase 1 mês, e aproveitei para conhecer outros pontos menos turísticos e refazer alguns passeios de forma diferente, como você fez em Montmartre. É uma maravilha caminhar pela cidade e descobrir coisas novas.

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