Como evitar o extravio de malas

Atualizado em 3 de dezembro de 2017 por Thiago Khoury

Não tem coisa pior do que desembarcar depois de uma longa viagem, sem nenhum problema até então, esperar quarenta minutos pela sua mala e nada.

Outros vinte minutos e nada.

O próximo voo acaba de desembarcar, sua esteira agora se prepara para receber as malas vindas de Salvador.

Pronto: minha bagagem sumiu e ninguém tem a menor ideia de onde ela esteja.

Kuala Lumpur International Airport, na Malásia, por @sutanto

O que fazer quando a sua mala é extraviada

  • Tenha etiquetas com seu nome e endereço em cada mala, mas lembre-se de seguir meu conselho anterior: na ida, coloque o endereço do hotel, mas, na volta, coloque o endereço de casa, no Brasil.
  • Tenha uma firula. Como não sou eu que irei incentivá-lo a comprar malas com estampas de zebra, sugiro colocar uma fita colorida ou qualquer outra coisa que diferencie sua bagagem das demais. Assim, quando estiverem procurando por ela, “a mala com fita vermelha” irá se destacar.
  • Tenha a etiqueta do seguro. A maioria dos seguros contratados possui etiquetas de mala com o número da apólice, é como se a mala dissesse “cuidado, se me perderem, cabeças irão rolar!”.
  • Fotografe tudo e guarde os recibos. À medida que vou organizando minhas compras dentro da mala vou também fotografando cada etapa pelo celular – porque, se acontecer comigo, meu amigo, esperem por mim no tribunal!
  • Evite despachar artigos preciosos. iPads, iPhones e PSPs deve ir na bagagem de mão.

Pode não parecer, mas esse jardim pertence as esteiras rolantes do aeroporto de Singapura, por @hafid

E se ainda sim minha mala for extraviada?

Infelizmente isso pode acontecer. Ouvi de fontes não oficiais que, no Brasil, 20 mil malas são extraviadas todos os anos, mas a maior parte delas é encontrada em menos de uma semana. Apenas 400 vão parar em um buraco-negro desconhecido e nunca mais voltam.

Não preciso estender muito no que diz respeito ao momento do desespero: basta procurar o agente da companhia aérea e dar início a burocracia o quanto antes.

E se mesmo assim minha mala não for encontrada?

Você será ressarcido de alguma forma, mas é claro que dificilmente ficará satisfeito. A tal “Convenção de Varsóvia”, de 1929, sugere um pagamento de 20 dólares por quilo, mas na prática costuma prevalecer um valor entre 500 e mil dólares por peça perdida.

Algumas companhias oferecem também uma declaração especial onde o passageiro descreve, item por item, todos os bens despachados, mas lembre-se que ninguém se responsabilizam por itens insubstituíveis. A Air France aceita declarações de até 5 mil dólares, mas sua bagagem será conferida antes do embarque.

Antes de contratar qualquer serviço de terceiros, confira seu seguro de viagem, eles provavelmente oferecem essa opção.

Claro que em muitos casos, principalmente aqueles que envolvem artigos preciosos e específicos, a única coisa que resolve é um bom advogado, tempo e paciência.

Mas a chance da mala ser encontrada é real?

Sim, as possibilidades são grandes. A companhia aérea começa a busca nos compartimentos da aeronave, no terminal de passageiros e nos galpões de carga. Enquanto isso, alguém começa o rastreamento no WorldTracer, um banco de dados usado por quase todos aeroportos e companhias aéreas.

Acredito que é possível encontrá-la porque em grande parte das vezes o extravio acontece por motivos muito simples de serem resolvidos, como a etiqueta ter se descolado durante o trajeto ou a escala ter sido mais rápida do que o transporte da mala. Quando a mala é encontrada ela segue no próximo voo e você irá recebê-la em casa ou no seu destino final.

E aquele filme plástico que as pessoas passam ao redor da mala?

Nunca utilizei, mas conheço gente que não viaja sem. Claro que o plástico não influência no extravio, serve apenas para proteção de malas novas.

E quando a mala for danificada ou tiver algum item roubado?

Vale o mesmo: procure a companhia aérea e preencha um formulário chamado Registro de Irregularidade de Bagagem, ou RIB. Para malas extraviadas no Brasil o prazo para encontrar uma bagagem é de até 30 dias corridos (e só a partir disso tentar estabelecer um valor indenizatório). Para ressarcir o cliente de algum dano específico outros 30 dias são contados.

Caso o passageiro se enquadre nos padrões internacionais de companhias aéreas gringas, vale checar no site da empresa quais atitudes tomar. Claro que o primeiro passo deve ser dado ainda no aeroporto, sempre!

Por último eu o aconselho a levar na bagagem de mão uma camisa extra e roupas íntimas limpas: escovar os dentes e usar uma camisa que não esteja usada são as melhores coisas que podem acontecer depois de perder as malas no primeiro dia de viagem.

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7 comentários sobre “Como evitar o extravio de malas

  1. Ótimas dicas!
    Infelizmente isso acontece frequentemente… Eu mesma já passei por isso duas vezes.
    Na primeira, a empresa (estrangeira) me entregou a mala 2 dias depois e me pagou as despesas que eu tinha tido com uma compra básica que fiz por não ter nem roupa pra trocar.
    Mas na segunda vez a companhia me deixou os 14 dias de viagem sem minha mala. Tive muita dor de cabeça e no final ela não queria me pagar nada.
    Graças a advogada que procurei conseguir ser ressarcida dos gastos que tive e ainda recebi indenização de 9 mil reais por danos morais.
    Se acontecer com alguém e a empresa não quiser pagar nada, não deixem de procurar um advogado!

    • Oi Ruan! Essa é uma dica para quem tem tempo, disponibilidade e já passou muito perrengue com mala extraviada, não é uma dica que facilita a vida. De qualquer forma, o que quis dizer é que se você embarca em uma cidade brasileira com destino a São Paulo, por exemplo, e de São Paulo para o exterior com outra cia. aérea, vale fazer mais de um check in de bagagem. Por exemplo: indo de BH para SP de TAM, e de SP para Santiago de LAN, que são cias aéreas parceiras. Teoricamente a mala despachada em BH só será vista mais uma vez chegando em Santiago, mas você pode pedir para fazer o embarque da mala você mesmo em São Paulo e evitar problemas. Mas, mais uma vez, isso é para quem tem tempo e já tem um pé atrás.

  2. Quando fomos para a Suiça dois anos atrás, perderam a mala do meu irmão.
    Mas agora imagine a cena: saindo do Brasil em pleno dezembro, pra chegar lá no maior frio do mundo! E ele sem uma roupa de frio do seu tamanho!
    Entramos com toda a burocracia, mas como estávamos indo para Gstaad e não íamos ficar em Genebra eles “não podiam” entregar a mala.
    Resultado: meu irmão teve que comprar TUDO de novo, de casacos de frio a cuecas e meias! Mas quem teve que pagar tudo no final foi a companhia.

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