Alfajor em Buenos Aires (com chocolate quente!)

Atualizado em 31 de outubro de 2019 por Thiago Khoury

Vou falar sobre duas paixões portenhas (e paixões minhas também), que são verdadeiras instituições argentinas, chocolate quente e alfajor em Buenos Aires.

Tem duplinha melhor do que essa, principalmente no inverno?

Não se sabe muito bem a origem exata do alfajor, mas além de ser um ícone portenho, ele também é muito tradicional no Chile, Uruguai e Equador.

Já o chocolate quente sabe-se lá de onde veio, mas a Argentina popularizou uma forma de tomá-lo muito pessoal e gostosa, irei falar mais sobre isso.

Outras dicas essenciais para planejar uma viagem à Argentina:

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Chocolate quente em Buenos Aires

Submarino é a maneira portenha de curtir um chocolate quente, bem quente: com uma barrinha de chocolate meio amargo mexemos o leite até que ela comece a dissolver e muito antes do que se espera ela desaparece por completo.

Tem submarino com marshmallow, com canela e com baunilha, mas o bom e velho submarino de Buenos Aires é aquele com chocolate, leite e um torrão de açúcar.

No famoso Café Tortoni tomei um submarino de marajá por 150 pesos, mas em qualquer outro lugar menos badalado a conta geralmente fica entre 80 e 90 pesos.

Submarino em Buenos Aires

Submarino em Buenos Aires

Tomando um submarino com estilo em BuenosAires

Alfajor em Buenos Aires

Um acompanhamento tipicamente argentino para o submarino é o alfajor, mas, lembre-se, é “alfarror” para não passar vergonha.

Como comecei falando lá em cima, ele não é exclusivo da Argentina: tudo indica que ele tenha nascido no Equador, mas foi na Argentina que esse bolinho recheado virou paixão nacional – hoje existem mais de cem marcas vendendo cerca de duzentos sabores diferentes!

O alfajor argentino não é um produto essencialmente turístico, ele faz parte da cultura local e é comum consumi-los em várias ocasiões do dia.

Bom, exceto pelo Havanna. Esse eu acho que só sobrevive do turismo, mas posso estar errado.

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Um submarino com um pedaço de chocolate em formato de… Submarino!

Os meus alfajores preferidos na Argentina

Milka é muito popular e facilmente encontrado em qualquer “quiosco” portenho, as bancas de esquina. Seu diferencial é o tamanho triplo e a textura airada em todos os sabores disponíveis: mousse de chocolate branco e tradicional, “chocolate extremo”, doce de leite e biscoito Oreo, meu preferido.

Uma unidade custa aproximadamente 3o pesos, mas em supermercados é possível encontrar embalagens com seis unidades iguais ou sortidas por um custo-benefício melhor. É um presente mais descolado e menos previsível do que um Havanna, que já existe aos montes no Brasil.

Jorgito é gostoso e o mais barato deles. Jorgito é bem velha-guarda: os sabores “negro” e “blanco” aparecem nos tamanhos tradicionais e “maxi”, mas existe também o “de fruta” no tamanho tradicional e o “glaceado” no tamanho turbinado. Quando Jorgito vem no tamanho maxi passa a se chamar Jorgelín.

Cachafaz é o meu preferido: o doce de leite tem aquela textura molhada e o chocolate que o envolve é ao leite, diferente do tradicional meio-amargo. Um Cachafaz é tão pomposo quanto um Havanna e sai pelo mesmo preço, aproximadamente 40 pesos.

Alfajor em Buenos Aires

O alfajor do Café Tortoni

Tresam, Guolis, El Gringo, Guolis, Secretos, Amaratotto… Existem pelo menos outras cem marcas disponíveis. Cada cidade argentina possui a sua marca local que é mais ou menos popular de acordo com a tradição.

De toda forma, o mais procurado por turistas continua sendo o Havanna – mas cuidado para não levar genéricos: Havanna só nas lojas da marca, nunca em mercados de rua ou quioscos.

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Alfajor em Buenos Aires: Havanna e outras cem marcas

Todos os outros podem ser encontrados em quioscos de esquina, que são essas bancas com chicletes, jornais, revistas e alfajores. Tanto a oferta quanto os preços tendem a ser os mesmos, mas é claro que você pode encontrar embalagens maiores, por preços menores, em padarias e supermercados.

E você, vai sempre de Havanna ou arrisca novas marcas?

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4 comentários sobre “Alfajor em Buenos Aires (com chocolate quente!)

  1. Olá, Thiago!
    Estou me organizando para uma viagem a Buenos Aires e estou acompanhando suas dicas (inclusive a de “7 coisas que você irá aprender viajando sozinho”, já que será minha primeira vez viajando sozinha). Adorei as dicas de lugares para comer e queria saber se pretende fazer um post sobre hospedagem na capital portenha. obrigada e parabéns pelo blog!

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