Palo e Remy: como é comer em um restaurante pago nos navios da Disney

Já disse que um cruzeiro Disney não é all-inclusive, existem experiências que você pode decidir pagar por elas e vai da consciência de cada um arcar com valores extras ou não.

Se a pergunta é, “é essencial comer em um restaurante que não está incluso quando existem outros quatros disponíveis?”, a resposta é não, mas não posso deixar de dizer que minha vida se divide em antes e depois do Palo.

Remy nem tanto, mas Palo é ridículo de tão bom. Vá com espaço na barriga e se acostume com a ideia de que nem querendo cabe tudo em um corpo só:

Palo, o restaurante italiano dos quatro navios Disney

Nossa primeira decisão foi escolher entre brunch ou jantar no Palo, o restaurante italiano presente em todos os quatro navios da Disney. Escolhemos o brunch porque assim trocaríamos um café da manhã qualquer por uma verdadeira experiência gastronômica. Se escolhêssemos o jantar teríamos que abrir mão de algo que faz parte da programação, o que não faz muito sentido já que existe a possibilidade do brunch.

Nossa segunda decisão foi comer como pessoas normais ou comer para estocar gordura para os próximos dias, uma escolha que você nota pelas fotos qual foi:

Filé com brócolis no vapor

Salmão assado com risoto de alho-poró

Famosa pizza de uva do Palo

Parmegiana de boi

Empanada que na verdade é um calzone

E agora você me pergunta, como que escolhe se tudo está incluso e os pratos são pequenos? Não escolhe, vá com os amigos, cada um pede um e todo mundo come de tudo para não correr o risco de deixar nada de fora.

Outra coisa que você possa estar se perguntando, isso não é brunch, isso é almoço, onde estão os pratos típicos de café da manhã? Bem, não seja por isso, aqui estão eles:

O egg benedict da Claudia

Um pouquinho de jámon…

Panquecas com mel…

Isso é bem café da manhã de brasileiro: um bolinho, um muffin… e um churro com doce de leite!

Os melhores doces do navio são do Palo, não tem discussão: nada é doce demais, e nem grande demais, então apesar da variedade ser enorme a gente consegue passar por tudo que salte aos olhos, o que no meu caso geralmente são as coisas gordas, com creme de chocolate:

Se não me engano esse foi o prato da Claudia. Já não lembro o que eram essas duas coisas coloridas no fundo da foto, mas o que mais me chamou atenção foi a gelatina de champagne no topo da taça e o crème brûlée de frutas vermelhas

Cannolis de creme de pistache

Bombons de morango

Tarteletes de morango

Tiramisù

Claro que não coloquei foto de tudo, até porque não tirei foto de tudo, a variedade é realmente impressionante, lembro que tinha até mousse de salmão e camarão frio, que eles chamam de coquetel de camarão. Tinha também mesa de pães e cestas de pastries com croissant de manteiga, croissant de chocolate e mil tipo de tortinhas frescas produzidas ali mesmo, na cozinha do Palo.

Vou mostrar um pouquinho do restaurante em si:

A maior parte das mesas são assim…

… muitas com vista para o mar

Os pratos e talheres são trocados ao longo da refeição

Palo é um restaurante exclusivamente adulto e vale sim reservar o quanto antes, clientes costumazes tem acesso a reserva 120 dias antes de zarpar. Quando nós fomos a Luciana era cliente silver e tentou fazer a reserva 90 dias antes do embarque, mas tudo parecia esgotado em ambos os horários e em todos os dias da viagem.

Conseguimos um dia para o nosso brunch, com sorte, no Guest Relations assim que entramos no navio.

O preço do Palo é ótimo: essa orgia toda que você vê nas fotos por apenas 30 dólares por pessoa, mais gorjeta. Luciana muito preocupada me encheu de medo com relação ao dress code, mas ele é mais severo no jantar e mais tranquilo no brunch: é necessário estar vestido como quem vai conhecer a sogra, mas dizer que precisa de paletó é exagero. Na verdade até a calça social é dispensável se o seu jeans não for jovem demais, claro demais ou rasgado demais.

Eu levei roupa de gala, mas esqueci em Orlando, na casa da Claudia, por isso acabei pedindo para o pessoal do navio uma calça social. Não sei se não me cobraram nada porque sabiam que eu era da imprensa, mas de qualquer forma saiba que existe aluguel de roupa para cumprir dress code e você pode sempre usar o seu charme para conseguir sem pagar nada por isso.

Outra coisa: apesar de você poder comer o que quiser e o quanto quiser, para evitar desperdício e para não transformar o Palo em Cabanas, o buffet do navio, é sempre um garçom que nos acompanha pelas mesas servido aquilo que a gente deseja. As comidas ficam assim, nas mesas, em pequenas porções:

Enfim, se eu tivesse que escolher um restaurante pago para conhecer no Disney Fantasy eu escolheria o Palo sem pensar duas vezes. Você vai entender o porque agora:

Remy, o restaurante francês do Disney Dream e Disney Fantasy

Remy não tem absolutamente nada de parecido com o Palo. O Palo é um ótimo restaurante que, como você pode notar, facilmente agrada a todos. Já o Remy só não é um restaurante estrelado porque ele não está em terra firme: dizem que se ele estivesse em um hotel provavelmente seria um restaurante duas ou três estrelas no Guia Michelin.

Só que um restaurante estrelado nem sempre agrada a todos, eu por exemplo sou do tipo de cara que se satisfaz muito mais com um Palo da vida. Meu pai então não passaria nem na porta: porções pequenas de comidas pré-definidas em uma sequência que aparece no cardápio, não tem nada a ver com o estilo buffet do Palo.

Tirando que no jantar do Remy o blazer é obrigatório, mas o brunch continua informal como no Palo: tinha um americano na mesa ao lado da nossa de calça de pescador, daquelas que viram bermuda, e camisa floral.

O brunch começa com um tasting de champagne que é para fazer quem diz não gostar de espumante pagar a língua. Esses dois últimos da direita, na segunda foto, são bem diferentes de qualquer outro que já tomei e são impressionantemente bons. Pena que é uma tacinha de cada e olhe lá.

Quem vai no Palo e já acha chique, no Remy então…

Essa era a entrada, uma salada de lagosta com caviar envolta por finas fatias de manga. Era bem suave, tinha tudo a ver a com a primavera – mas pouco a ver comigo, não que eu não tenha gostado, mas viveria sem tranquilamente.

Esse pãozinho era delicioso, mas que pão fresco não é delicioso? Se você quiser tentar entender o quão gostoso estava eu te digo que era um brioche trufado com manteiga da casa.

Quando isso chegou eu tive vontade de engolir de uma só vez, porque nada que seja empanado pode ser ruim…

Só que carece da gema ser assim, líquida? Não estava ruim, longe disso, mas meu cérebro não permite que eu sinta prazer comendo um ovo cru.

Esse prato foi feito para ser o ponto alto do brunch, um salmão completamente cru sobre uma espuma de batata. Só que eu não fui educado para aguentar nada calado, por isso levantei a mão e pedi que o meu viesse assim, maçaricado:

Ficou uma delícia! O chefe provavelmente amaldiçoou as minhas próximas duas gerações, mas eu jamais conseguira comer um sashimi gigante sem fazer cara feia.

Essa carne de porco estava bem gostosa, só não consigo lembrar que empanado era esse no topo. O carboidrato vem do purê que eles colocam por cima, um a um (update: não era porco, era frango, ou “poulet rouge” para os franceses. O purê também não era purê, era molho “hollandaise”, uma mistura espessa de emulsão de gema de ovos, manteiga e suco de limão):

Para mim o ponto alto foi a sobremesa: esse sanduíche de espuma de avelã com uma massa que parece uma mistura de eclair com profiterole.

No mesmo prato vem uma sorvete de praline que deveria ser maior, não porque é a coisa mais gostosa que já inventaram, mas porque é proporcionalmente pouco quando comparado com esses três profiteroles de espuma de avelã:

Por último, junto com a conta, vem essa bandeja de canelles, uma massa francesa com rum que eu nunca tinha comido antes, então não sei dizer se é geralmente ruim ou se fomos nós que não tivemos sorte:

Lembrando que a gente só assina e a cobrança vem depois, no cartão de crédito usado na reserva.

Eu não vou estragar a surpresa de quem quer descobrir por conta própria onde esconderam o Remy, de Ratatouille, no restaurante que leva o seu nome, mas se você quiser descobrir, clique aqui.

Se você gostou desse post, ele é uma das minhas dicas no Pinterest:

Cruzeiro Disney: comer nos restaurantes Palo e Remy nos navios da Disney

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About

Sou mineiro de Belo Horizonte, onde nasci e moro. Sou jornalista, trabalhei com assessoria de comunicação e fui repórter de turismo. Nem toda viagem é trabalho, mas depois do blog todo trabalho virou viagem! Sou @rodeiviagens no Insta.


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'Palo e Remy: como é comer em um restaurante pago nos navios da Disney' have 5 comments

  1. 26 de April de 2017 @ 18:56 Ana Claudia Khouri Abud

    Oi Thiago! Adoro seus posts mas deixa eu te perguntar…o jantar no Remy eh só aquilo que está na foto??? Aquela quantidade de comida e de pratos, somente??

    Reply

    • 26 de April de 2017 @ 19:46 Thiago Khoury

      Oi Ana, obrigado! Mas essas fotos não foram tiradas no jantar, foram tiradas no brunch, ou seja, aquilo é café da manhã.

      Reply

  2. 26 de April de 2017 @ 17:07 Curso Corel Draw

    olá Thiago, adorei todos os seus conteúdos, você escreve muito bem.

    Reply

  3. 26 de April de 2017 @ 10:27 Rinaldi

    Thiago, realmente o Remy é estilo Michelin, no jantar inclusive, no começo você pode estranhar, mas se curtir novos sabores a viagem neles é incrível.

    Reply

    • 26 de April de 2017 @ 12:28 Thiago Khoury

      Sim, eu acho que a pessoa tem que estar disposta a ser surpreendida!

      Reply


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